Consumíveis de União para Temperaturas Criogênicas

Embora o principal propósito da família de ligas austeníticas seja a resistência à corrosão, o metal de adição de composição Cromo-Níquel também é frequentemente utilizado em aplicações que exigem tenacidade e ductilidade em temperaturas extremamente baixas (criogênicas). Diferentemente de muitos aços carbono, as ligas austeníticas mantêm excelentes propriedades mecânicas e não sofrem com a transição dúctil-frágil em baixas temperaturas. O bastão de união deve, portanto, fornecer um metal depositado que mantenha essa mesma resistência à fragilização por frio.

Estabilidade da Microestrutura a Baixas Temperaturas

A microestrutura primariamente austenítica fornecida pelo consumível de baixo carbono é a chave para a sua performance criogênica. A estrutura cristalina cúbica de face centrada (CFC) da austenita resiste à fragilização por frio, ao contrário da estrutura cúbica de corpo centrado (CCC) da ferrita e da martensita. O baixo teor de carbono é importante, pois ajuda a evitar a precipitação de carbonetos que poderiam induzir fragilização. Contudo, deve-se notar que o teor de ferrita delta (presente para evitar a fissuração a quente, conforme mencionado) também deve ser controlado, pois níveis muito altos de ferrita podem comprometer ligeiramente a tenacidade em temperaturas criogênicas extremas.

O bastão metálico é, assim, uma escolha segura para a união de tanques de armazenamento de gases liquefeitos (como oxigênio e nitrogênio) e em equipamentos de processamento criogênico. O processo TIG, em que este material de enchimento é tipicamente usado, oferece o controle de calor mais baixo possível, o que minimiza a segregação de elementos de liga e mantém a homogeneidade da microestrutura. A utilização deste metal de unição de baixo carbono garante que as uniões mantenham a alta tenacidade necessária para suportar o estresse mecânico em ambientes de temperatura extremamente baixa.

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