Cuidados Especiais com Ligas Estabilizadas e Superduplex
O campo de união de ligas resistentes à corrosão se estende a materiais mais avançados, como os tipos estabilizados (com adição de nióbio ou titânio, como o tipo 347) e as ligas dúplex ou superduplex (que possuem uma microestrutura mista de ferrita e austenita). Esses materiais apresentam desafios únicos que exigem ajustes no procedimento. Nas ligas estabilizadas, o acessório deve ser o correspondente com nióbio, o E347, para garantir que a proteção contra sensitização seja mantida no cordão. O $\text{E347}$ não é uma opção 'L' (baixo carbono), pois o nióbio é adicionado para compensar o carbono existente.
Controle de Fase Ferrita em Ligas Dúplex
O desafio mais complexo reside nas ligas dúplex e superduplex (como a $2205$ e $2507$). A microestrutura ideal para essas ligas é um balanço de $\sim 50\%$ de ferrita e $\sim 50\%$ de austenita, que confere a elas alta resistência mecânica e à corrosão sob tensão. O acessório consumível é formulado para produzir um depósito com uma maior quantidade inicial de ferrita (geralmente $60\%$ a $70\%$) para compensar a perda dessa fase durante o resfriamento. No entanto, o aporte térmico excessivo é catastrófico para essas ligas. O calor excessivo leva à formação de fases intermetálicas frágeis (como a fase Sigma) e afeta o balanço ferrita-austenita. Essas fases frágeis tornam o material suscetível à fragilização em alta temperatura e à fissuração.
Portanto, a soldagem de ligas dúplex e superduplex requer o controle mais rigoroso possível do aporte térmico, com a temperatura interpasses mantida estritamente abaixo dos $150^{\circ} \text{C}$. A haste deve ser do tipo correspondente e formulada especificamente para dúplex (por exemplo, E2209). O resfriamento deve ser rápido para evitar a formação das fases frágeis, mas não tão rápido que impeça a reconversão adequada da microestrutura. O procedimento de união para essas ligas é crítico e geralmente exige qualificações específicas do soldador.
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